segunda-feira, 27 de junho de 2016

O Universo dentro e fora do ser humano



1 – A complexidade da Natureza ultrapassa tremendamente nossa capacidade de compreensão
2 – A existência do Universo para fora e para dentro de nós é possível graças a leis perenes e se mudam isso acontece em função de outras leis.
3 – A vida é um fato acima de nossa compreensão.
4 – afirmações sobre a “criação” do Universo são frágeis diante da complexidade de tudo o que existe.


O Universo vai da tremenda complexidade do menor segmento material ao conjunto de galáxias e outros imensos fenômenos naturais ultrapassando nossa capacidade de compreensão e demonstração da própria vida.


Em noite limpa e local sem as luzes das cidades podemos ver um número enorme de estrelas, pontinhos luminosos sem cintilação que são os planetas, uma parte da Via Látea, eventualmente meteoros e olhando melhor nebulosas numa abóbada que parece querer despencar sobre a gente.
Mais e mais observatórios do Universo são criados assim como veículos automatizados disparados para o infinito. Gradativamente astrônomos, físicos e até filósofos aprendem mais e se surpreendem com inúmeras descobertas.
Com certeza muitos cientistas usam o que sabem para fazer afirmações imperativas, mas notamos que não é raro tudo mudar graças a supergênios capazes de unir conhecimentos e deduzir hipóteses e teses surpreendentes. Note-se que vivemos tempos de imensos centros de processamento de dados, e daí?
Em qualquer laboratório ou filme científico teremos condições de mergulhar dentro de nós mesmos, descobrindo complexidades inimagináveis e até simbioses que nos mantêm vivos.
Sentimos nossa dimensão infinitesimal olhando para cima e percebemos a distância de explicações simplificadas e a realidade da vida estudando simples bactérias.
Nesse cenário é difícil querer explicar tudo, pior ainda, simplificar atribuindo tudo a um ser mais complexo. As dúvidas, se tivermos coragem de alimentá-las, são enormes.
A impossibilidade de saber e entender é algo real, inevitável. Muitos pensadores partiram desse princípio (céticos)[1] e estavam certos. A Ciência descobre mais e mais detalhes sobre o Universo, criando mais dúvidas do que certezas.
Não é prático, contudo, simplesmente duvidar, assim a adoção de algum figurino pode acontecer por puro pragmatismo, ingenuidade ou “revelação”[2].
Precisamos, contudo, fazer opções, pois elas são exigidas e listadas por terceiros. Não temos liberdade de fazer afirmações contrárias às convicções dos poderosos e de muitas pessoas com tantas convicções.
De qualquer forma a Humanidade precisa evoluir para poder sobreviver. Dos povos mais rudes aos mais sofisticados, todos, sem exceção, precisam rever comportamentos e se ajustarem aos desafios da sobrevivência, para isso todos têm direitos e deveres de ajustamento de conduta.
Uma boa ferramenta no desenvolvimento de códigos realistas de ética é o Cálculo aplicado a todas as hipóteses de sobrevivência. Precisamos de condições de contorno, parâmetros, bancos de dados, ferramentas de cálculo e simulação etc. para podermos criar recomendações sensatas e honestas.
Ou seja, a Lógica (A LÓGICA NA MATEMÁTICA) merece aplicação em nossos comportamentos e sua evolução é uma demonstração de limitações e esperanças.



1 – O Universo, por si só, merece nossa admiração e respeito.


1 -  Exercitar a humildade intelectual.
 2 – Admitir que estaremos abaixo do potencial necessário e suficiente à compreensão do Universo.
3 – Estimular o prazer de ser e estar num cenário tão fantástico.
4 – Estudar sempre a Natureza como um todo.
Cascaes
27.06.2016

Adelmo R. de Jesus, Eliana P. Soares, Elinalva V. Vasconcelos, Graça Luzia D. Santos, Ilka Rebouças Freire, Miriam F. Mascarenhas. A LÓGICA NA MATEMÁTICA. s.d. 3 de 9 de 2015. .





[1] O ceticismo filosófico se manifestou na Grécia clássica, aparentemente um de seus primeiros proponentes foi Pirro de Elis (360-275 a.C.) que estudou na Índia e defendia a adoção de um "ceticismo prático". Carneades discutiu o tema de maneira mais minuciosa e contrariando os estoicos, dizia que a certeza no conhecimento, seria impossível. Sexto Empírico (200 a.C.) é tido como a autoridade maior do ceticismo grego.9 Mesmo atualmente o ceticismo filosófico costuma ser confundido com o ceticismo vulgar e com aquilo que a tradição cética denominou de "dogmatismo negativo". Nada mais está tão em desacordo com o espírito do ceticismo do que a reivindicação de quaisquer certezas, seja as positivas ou as negativas. 10 11
Na Filosofia islâmica, o ceticismo foi estabelecido por Al-Ghazali (1058–1111), conhecido no Ocidente como "Algazel", era parte da Ash'ari, a escola de teologia islâmica, cujo método de ceticismo compartilha muitas semelhanças com o método de René Descartes. Wikipédia

[2] Revelação divina é a denominação, de modo genérico, para todo conhecimento transmitido ao homem diretamente por um deus ou deuses (muitas vezes o meio por onde este conhecimento foi passado também é chamado assim).
A revelação é o ato de revelar ou desvendar ou tornar algo claro ou óbvio e compreensível por meio de uma comunicação ativa ou passiva com a Divindade. A Revelação pode originar-se diretamente de uma divindade ou por um intercessor ou agente, como um anjo ou santidade; alguém que tenha experienciado tal contato é denominado profeta. Wikipédia em 27 de junho de 2016.




Um comentário:

  1. Caríssimo Cascaes! Desde minha infância este assunto me fascina. Adolescente, comprava livros e pesquisava o tema. Um dia descobri Blaise Pascal através do seu pensamento filosófico: “A profundeza dos espaços infinitos me aflige. O que é o homem em relação ao infinito? Um meio entre o nada e o tudo”. Depois, na idade adulta, uma conclusão: somos pequenos demais, insignificantes demais, até pelo fato de não conseguirmos sequer entender o infinito. Quanto mais avança a ciência nestas últimas décadas, mais acatamos a semelhança do universo fora e dentro de nós, mas ao mesmo tempo, incoerentes, nos aprofundamos na impossibilidade de compreender a essência do micro e do macro cosmo. Só uma certeza: a de que somos apenas poeira de estrelas.

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