Mostrando postagens com marcador Renato Barbosa dos Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Renato Barbosa dos Santos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

POR MEUS PAIS

POR MEUS PAIS

Morte?

Medo, dúvida, alívio, felicidade.
Despedida e reencontro.
Raiz, tronco, folhas e sementes.
Morte?
Pedaços de nós que ficam e geram vida.
Tudo recomeça em traços de aparência deixados pelo sangue trocado no momento em que mais uma vida se inicia.
Como também trocamos nosso sangue pela vida eterna.
Tudo é amor. O que vai, o que fica.
O que vai deixa o vazio que só se preenche pelas lembranças e pela saudade do que foi e é bom.
O que fica herda a saudade e o vazio preenchido pelas lembranças do que foi e é bom.
Traços e trejeitos.  Gargalhadas e lágrimas.
Heranças inseparáveis daqueles que amam e são amados.


Tudo é amor.

Fim?
       Recomeço!
       Tudo novo.
       Tudo é amor.
       Vida nova.
       Nova vida.
       Vida plena.
       Amor pleno.
       Se justificar, não mais.
       Lamentar, talvez.
       Sofrer,...
       Amar, Sempre.
       Homenagens? Que tal... Testemunho, gratidão, exemplo.
       Tudo por amor.
       Tudo é amor.
       Tudo é vida.











Renato Barbosa dos Santos


Para Anita

Para Anita

          Conheci uma menina chamada Anita. Não sei se ela sabe, mas seu nome significa “Pequena Graça”, isso mesmo, em maiúsculo, por se referir a um presente de Deus. Anita, sem perceber, caminha entre mortais oferecendo-lhes a imortalidade, e, muitos sequer compreendem que isso é de graça.
          Mas, a Graça, que é sempre de graça, vem junto com a docilidade e amabilidade de quem gera a vida, e de maneira desprendida, compartilha a existência com tanta naturalidade, que, para alguns parece muito difícil. Acho que é como gestar. Algo silencioso e mergulhado em amor.
          Anita passa pelos mortais convidando-os à imortalidade, eles a olham, muitas vezes com olhar desconfiado, desorientados por seus afazeres mortais, muitas vezes preocupados em não morrer.
          Que graça terá uma vida sem Graça? Que Graça é essa que, de tão gratuita nos assusta? Sim, assusta! Pois, vivemos num mundo em que tudo custa. Quanto custa uma Graça? Pois é, alguns pensam que podem vendê-la e outros que podem comprá-la. Mas Anita nos mostra que a Graça, que é de graça, não é barata. Seu custo é divino, seu valor é infinito.
          Infinita é a Graça que o Criador, por meio de Anitas nos oferece a todos os instantes. Não a vemos, estamos preocupados em não morrer morrendo. Graças a Deus por sua Graça! Graças a Deus por sua Anita! Graças a Deus pela eternidade de sua Graça.

Renato Barbosa dos Santos
           


           



GRATIDÃO OS HEROIS DA PANDEMIA