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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Ultimos autógrafos - final de festa 20180614205941

Autógrafos - música e coquetel no lançamento do livro Poema Que Vale a Pena
















Uma equipe em torno dos autores João Carlos Bonat e Joatan Marcos de Car...

Um poema vale mais do que inúmeras palavras

Comemoração dos 80 anos da ALJA, fonação da mesa e palavras da Confreira...

Coleção Helena Kolody, ALJA

Primeiros autógrafos - Dr. Joatan Marcos de Carvalho 20180614190135



Início da solenidade de lançamento do Livro "Poema que Vale a Pena"

fotos lançamento livro Joatan

https://www.flickr.com/photos/tjpr/

Olá, 

o Cerimonial do Tribunal de Justiça acabou de mandar fotos do lançamento da Coleção Helena Kolody, volume 1, com o livro Poema que Vale a Pena de nosso colega, escritor Desembargador Joatan Marcos de Carvalho.
para acessar, tem de ir ao google, depois flickrtribunaldejustiça do Paraná, vai à galeria e encontra as fotos.


saudações acadêmicas


Anita Zippin
Academia de Letras José de Alencar

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Aviso de Falecimento





Comunicamos com pesar o falecimento da mãe do nosso Confrade Joatan . A academia de letras José de Alencar em nome de seus membros manifesta sentidas condolências.
O velório acontece no Cemitério Água Verde onde será o sepultamento no Domingo.
Att.
Tânia Rosa F. Cascaes
Diretora Sociocultural
Curitiba, 17 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 11 de julho de 2016

É Fundamental


É Fundamental
É bem possível que muitos de nós tenhamos algum conhecido que era intransigente defensor das práticas e políticas do Partido dos Trabalhadores e que, com o desencadeamento dos últimos acontecimentos político-jurídicos pelos quais passa o país, tornou-se crítico severo e até mesmo cruel do partido e de seus membros.
Há também aqueles que com o advento desta crise político-econômica, tendo ou não em alguma época se identificado com a ideologia defendida pelo Partido dos trabalhadores, tornaram-se adversários ácidos e agressivos dos agentes, dos vários partidos, que estão sendo acusados e responsabilizados por ilícitos no exercício de suas funções.
Ao tempo que detratam e execram aqueles a quem culpam por todos os recentes males que afetam o país, devotam uma extraordinária admiração por aqueles que conduzem o processo moralizador; em especial à Polícia Federal, aos Procuradores Federais e ao Juiz Sérgio Moro.
E naturalmente há os que continuam convictos de que, a despeito dos acontecimentos condenáveis que se descortinaram, ainda a melhor escolha político-partidária, dentre as que se apresentam à sociedade brasileira, é a que se apoia nos partidos da base de sustentação do governo afastado.
Sem dúvida alguma, todas as posições merecem respeito, já que a aceitação da posição do outro é o que legitima a posição, as ideias e os entendimentos de cada um de nós.
Como sabemos, seja a favor ou contra uma determinada posição há sempre defesas com argumentos pífios e simplórios, como também, aqueles que apresentam defesas bem elaboradas e consistentes.
A atribuição de culpa àqueles que se elegeram para conduzir os nossos destino é atitude correta, entretanto, não podemos nos esquecer que essas pessoas são os nossos mandatários e que talvez tenhamos responsabilidade pelos atos que praticaram, senão legalmente, quiçá moralmente.
Isto é, se votamos displicentemente, com comprometimento ou se nem ao menos nos preocupamos em escolher um representante e se deixamos de acompanhar os seus atos e as decisões que tomam, em nosso nome, como poderemos deixar de ser indiretamente responsáveis?
Talvez esta seja a lição mais importante que estamos tendo a oportunidade de receber: primeiro, e mais importante, é preciso participar séria e idoneamente da eleição dos nossos representantes; segundo, é absolutamente necessário que as ações dos nossos representantes sejam acompanhadas por todos nós, para que efetivamente nos representem.
E estejamos certos, não basta mudar o governo, nem mesmo pelo modo excepcional que está em curso. Indiferentemente do nível administrativo, todo governo, para se manter fiel à sua proposta eleitoral precisa ser fiscalizado, não só pelos eleitores, mas, especialmente, por uma oposição, legítima e comprometida com os direitos sociais dos cidadãos.
O que é sem dúvida nenhuma dispensável, é esta atitude revanchista ou de represália. Nada justifica o ataque às pessoas que estão envolvidas nos fatos ímprobos. É lamentável assistir aos cidadãos dirigindo ofensas aos envolvidos, quando os encontram nos aeroportos, nos restaurantes, nas ruas, enfim, nos lugares públicos.
Injuriar as pessoas, sem prejuízo do comportamento delas, a saber, se são ou não honestas, ou respondem a processos e mesmo se já foram condenadas, é crime. Seguramente, este comportamento não revela uma atitude democrática ou cidadã.
Não se trata de minimizar, desculpar ou perdoar os atos praticados por estes agentes; ao contrário, devem todos ser exemplar e rigorosamente responsabilizados; mas, os débitos que tem para com a sociedade não lhes retiram a dignidade.
Ninguém pode ser despossuído de todos os seus direitos. Os direitos fundamentais são garantias que não nos podem ser retirados. Cabe-nos, tão somente, respeitá-los.
Curitiba, 11 de julho de 2016
Joatan Marcos de Carvalho
Da Academia de Letras José de Alencar




 


domingo, 26 de junho de 2016

Intolerância


Tolerância
O ex-prefeito de Nova York, Rudolf Giuliani tornou famosa a defesa da tolerância zero, adotada como norma pela polícia de sua cidade. A iniciativa mais elogiada do que criticada, rendeu bons resultados e até hoje há quem a defenda como solução para a criminalidade.
Parece não haver divergência de que a medida funcionou para a cidade de Nova York, contudo, em relação ao resto do país, a fórmula não se mostrou verdadeira. Muito ao contrário, o sistema jurídico-penitenciário americano vem buscando soluções mais adequadas à nova realidade social.
A despeito de posições mais conservadoras, os responsáveis pela política jurídico-criminal americana vem levantando fortes questionamentos sobre a descriminalização das drogas, mas, também de outros delitos, especialmente daqueles relacionados à contrafação de direitos autorais – copyright, no sistema americano.
Se a questão da tipologia penal vem sendo posta em cheque, a que se refere a cumprimento das sansões e as formas de cumprimento sofrem um debate ainda mais acirrado, especialmente no que se refere aos estabelecimentos prisionais administrados pela iniciativa privada.
Ante um quadro mundial de grandes mudanças, de avanços tecnológicos de ritmo alucinante, a ambiência social vem sendo palco de necessárias e inexoráveis transformações que exigem respostas efetivas, sob pena do sistema legal deixar de atender à realidade dos fatos.
Face aos surpreendentes acontecimentos jurídico-legais que se verificam no país, que vem se desencadeando na esteira dos procedimentos legais, denominados de operação Lava-Jato e de seus desdobramentos, grande número de cidadãos brasileiros questionam o fato de alguns dos réus, altamente comprometidos, estarem já a cumprirem pena em regime domiciliar, ainda que com tornozeleiras eletrônicas.
É compreensível que assim pensem, mas, com um pouco mais de reflexão, veremos que não há razão para se manter em regime fechado condenados que não representem real perigo para a sociedade; além do mais é elevado o custo de manutenção de detentos nas penitenciárias, entre muitos outros argumentos que se pode arrolar.
Ademais, o isolamento e o alienamento que daí advém já vem sendo criticado há muitas décadas como demonstra Erving Goffman, em seu livro “Manicômio, Prisões e Conventos”.
Naturalmente, estas penas mais brandas decorrem dos dispositivos legais – “delação premiada”, que permitem ao juiz considerar o auxílio prestado pelo réu na elucidação do delito, quando da aplicação de sua pena; por outro lado, não fosse essa possibilidade quantos outros réus teriam seus delitos revelados e sujeitos à apreciação do judiciário?
Qualquer tendência ao acomodamento, em uma época como a nossa, se afasta da realidade dinâmica e mutante que nos conduz ao futuro. Prevejo que teremos grandes problemas sociais se deixarmos de participar com consistência das discussões e polêmicas que nos afetam.
A multidisciplinariedade, tão louvada na doutrina e em trabalhos acadêmicos, não pode mais ser negligenciada, seja na elaboração legislativa, seja na aplicação da lei ou de suas decisões. E mais, é preciso que os agentes que participam dessas fases se comuniquem, mantenham um constante diálogo institucional.
Se quisermos ter um Estado eficiente, e a época em que vivemos exige, precisaremos ter a coragem de acabar com as divisões e as compartimentações; o que não é fácil, já que até hoje não conseguimos unificar as polícias; ainda que tenhamos plena consciência do exercício de funções diferenciadas.
Alternativa interessante, adotada em outros países seria o juizado multidisciplinar, tanto para o julgamento quanto para a execução das decisões, que pode ser utilizado para a questão penal, mas, igualmente, de menores, família e outros casos, tais como meio ambiente e consumo.  Estamos avançando. Não vejo razão para intolerância.

Curitiba, 26 de junho de 2016

Joatan Marcos de Carvalho












segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Nós, tatuagem


Busco em Drummond a comparação. Ele em seu poema emblemático: “Eu, etiqueta”, nos indica a dimensão da nossa realidade frente ao sistema estabelecido; de forma absolutamente majestosa, em sua poética. Vejo, de alguma forma, uma similitude entre as etiquetas e as tatuagens, salvo que as “etiquetas” se apegam às nossas indumentárias e as tatuagens se impingem em nossa epiderme. Nos aviamos por aí, repletos de etiquetas, de anúncios, de reclames que, muitas vezes, nem sabemos de que se trata. De se indagar, quanto de participação temos, efetivamente, nas imagens, valores e identidades que disseminamos. Carregamos virtudes, tendências, dons, personalidades; mas, ainda que em diferentes proporções, seguimos arrastando uma infinidade de preconceitos, equívocos, desatenções, maus hábitos e por aí vai. Quando se diz que o mundo está confuso, que não se o entende mais, que estamos doentes (coisa de maduros e de “crédulos”), o que se está a dizer é que nos falta o entendimento. E, na verdade, temos razão para isso, já que a complexidade que se estabeleceu na lógica globalizada torna difícil a qualquer pessoa – não especializada, distinguir as razões e os porquês dos fatos e acontecimentos. Assim, de se indagar: qual a “atitude”, com qual consciência ostentamos frases, dizeres, marcas, dísticos, símbolos, escudos, bandeira em nossas vestimentas? Em nossas mentes e corações? E aí reside uma grande diferença. Na linguagem das “etiquetas” há provisoriedade; é fácil mudar de opinião, até mesmo a opinião é menos presente: pode se estar usando uma estampa de algo que nem mesmo se saiba o que exatamente significa. Já na questão das tatuagens há uma permanência e uma certeza (mesmo quando equivocada) do que se pretende, quanto à tatuagem e à sua exibição. Oportuno ressaltar que há coexistência, de etiquetas e tatuagens. Nada contra. Generalizou. Vejo senhoras e senhores, adultos e jovens, com maiores e menores porções de seus corpos recobertos por indelével tintura. O que me surpreende, é o fato de que esse domínio (com as reservas já salientadas) estava nas roupas e agora já nos anda na pele. Sempre tive dificuldade em elaborar a alma humana, menos ainda, devo confessar, posso lidar com o que poderia à ela se apegar numa similitude às tatuagens. Que designação se poderia atribuir a uma tão excepcional ocorrência? Seria bom saber o que Drummond diria a respeito. É por isso que, a determinadas pessoas, as desejamos imortais...

 


Joatan marcos de carvalho – Curitiba, 17 de janeiro de 2015.

GRATIDÃO OS HEROIS DA PANDEMIA