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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

VOLTANDO AO ASSUNTO, CARTA ABERTA AOS QUE SE PREOCUPAM!

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438.RECADO
Verde oliva
A FARSA  IANOMAMI
     Adriano Pires Ribas
09 Ago  2015

VOLTANDO AO ASSUNTO, CARTA ABERTA AOS QUE SE PREOCUPAM!
   Não há na publicação ÍNDIOS DO BRASIL, do Marechal CÂNDIDO RONDON, referência a índios ianomâmi na região indicada como seu habitat. No livro A FARSA IANOMAMI de Mena Barreto, encontramos: “Existem na região pequenos grupos remanescentes de índios de várias tribus, com línguas, costumes e aspecto físico diferentes, os quais, por interesses suspeitos, são todos relacionados sob esse título.”
   Na Amazônia legal há inúmeras reservas indígenas, muitas delas na faixa de fronteira. Separando só as quatro maiores temos a área de 395.486km2. No Brasil todo não passam de 500 mil índios. E diz-se que ali se concentram cerca de 170 mil.
A área citada, está próxima das áreas somadas do Uruguai, Dinamarca, Suíça, Áustria e Israel juntas, com 396.922Km 2. onde se abrigam 38 milhões de pessoas. Mesmo considerando que o índio necessita de área muitíssimo maior que o branco, vê-se quão radical é a desproporção entre a população indígena abrigada, e a região a eles destinada. E do outro lado, na Venezuela, a mesma coisa foi feita. Ninguém desconfia? E o Parque Nacional de Tumucumaque, em 2002, criado por FHC antes de sair? E não acabou, surge agora a Reserva Raposa Serra do Sol, Como a outra, exagerada em suas dimensões. E adivinhem, também na fronteira! Tudo, como sempre, atendendo ao lobby de ONGs que por lá atuam em ações de espionagem, na biopirataria no interesse de governos e, desconfio, aténa prospecção de minérios sem autorização nem controle do Governo Brasileiro. Qualquer vesgo enxerga que não é para proteger os gentios, nem a flora ou a fauna.
Tudo a longo tempo vem sendo conduzido de modo a inviabilizar a Amazônia para os brasileiros, e criar argumentos para a pretendida internacionalização em proveito deles!
NÃO É O QUE PRETENDEM?  VEJAMOS O QUE A IMPRENSA PUBLICOU:
“As campanhas ecologistas internacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandista para dar início a fase operativa que pode, definitivamente ensejar intervenções militares na região”. (Lee Major, ex-Primeiro Ministro Inglês) – Carta Capital de 1º. Set 99.
Acho que sem autorização do governo brasileiro, o príncipe pai inglês circulou por lá, como se estivesse vendo passarinhos.. Já em 05 Out 2006 o noticiário mostrava esse interesse maior dos gringos, e nem sabíamos por quê... outra autoridade inglesa fez declarações no sentido da “privatização” da Amazônia. Agora falam em soberania efetiva. Só é seu se você ocupa o espaço! E dizem, há vigias armados em pontos estratégicos impedindo que brasileiros entrem, isso é verdade? E por quê? Além de madeiras, frutos, raízes, flores (de lá poderá vir, quiçá a cura da AIDS - segundo minha esposa, foi a última doença criada em laboratório, para vender medicamentos).
Há que se pensar nas riquezas do subsolo, lá abunda ouro, pedras preciosas e minerais, como o raríssimo nióbio, mais de 95% do estoque mundial. Mas, o que não sabíamos, mas parece que eles sim, daí o interesse, da água lá estocada. Maior bem a partir deste século. E não falo do riozão que despeja mais de seis trilhões de metros cúbicos por ano no Atlântico. Mas, do até agora desconhecido da imensa maioria de nós brasileiros, o aqüífero imenso que lá existe, o ALTER DO CHÃO. Deveria chamar-se AQÜÍFERO AMAZÔNIA (Milton Matta), ou melhor, AQÜÍFERO BRASIL (arrisco eu). As outras riquezas da região pagam “n” vezes nossa dívida externa. Somadas a esse estoque de água potável...  BRASILEIROS, A AMAZÔNIA É A REDENÇÃO DO BRASIL, VAMOS PROTEGÊ-LA!
              O Aquífero Alter do Chão, todo ele em território nacional, alimentado pelas águas do Amazonas, tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani formado principalmente pelo rio Paraná, agora facilitado por Itaipu. E tem grande vantagem sobre este. O Guarani, está sob a rocha enquanto o da Amazônia em terreno arenoso. A chuva penetra com facilidade e a areia funciona como filtro natural. Perfurar o solo arenoso para aproveitá-lo, chegado o momento é fácil e barato. Levantamentos futuros poderão determinar que é ainda maior do que o estimado.  Diz-se que o geólogo da UFPA Milton Matta afirma:
              Temos estudos preliminares, mas há indicativos suficientes para dizer que se trata do maior aqüífero que existe, já que está sob a maior bacia hidrográfica da Terra, a do Amazonas/Solimões. O que nos resta é convencer a cadeia científica do que estamos falando. Estamos propondo que passe a se chamar Aquífero Grande Amazônia. Teria visibilidade comercial mais interessante.
Por favor, se o(a) amigo(a) estiver de acordo comigo, divulgue este texto

sábado, 13 de junho de 2015

SONETOS DE UM BRASILEIRO

Adriano PIRES RIBAS

Anexos12:53 (Há 4 horas)
para Cco:mim


421. NOSSO RECADO
para o dia dos namorados
de Maria e Adriano
Data 12 Jun 2015

Entendemos,  a esposa e eu, que a melhor maneira de cumprimentarmos pessoas de nossas relações, parentes, amigos e conhecidos neste dia tão comentado, é lhes contando algo muito pessoal, atualizado com um complemento. Assim, com nossos votos de plena de saúde e continuados sucessos em seus próprios relacionamentos, abençoados por Deus, recebam em sua família estas rimas brotadas do íntimo deste inquieto coração caipira.
Da parte de Maria e Adriano,
SESSENTA ANOS

Foi assim que começou nosso apego:
- Que quer dizer este “PE” aqui.
- Diz que eu estou procurando emprego.
Foi o que então lhe respondi.

Tarde de sol, é domingo, eu soldado
Em guarda, sentinela no “QG”,
Quando um cinema ficou marcado
Para a tarde de quinta-feira se

Até lá uma missão não surgisse.
Quinta cheguei a paisano, enfatuado,
Vistoso com paletó emprestado.

Graciosa, recebeu-me e só aí me disse:
- Esperemos, minha mãe vai também.
Quão desapontado fiquei. Mas quem...

Desse cinema resultam 60 anos de vida comum, duas filhas, dois filhos, duas netas e três netos, ela, filhos, filhas, netos e netas, todos muito queridos!

DOMINGO

Domingo de manhã ela chega
Lenta, e se aproxima de mansinho,
Dá-me a mão num bom dia, e me beija
Com seus lábios plenos de carinho.

Abraço-a ternamente e sinto
A fragrância do seu “biografia”.
Perfumes, gosto nada não minto.
Este, nela, exala alegria e

Um ar de felicidade viça,
Vem retemperada, vem da missa.
Chega de sua conversa com Deus

Pronta, animada para honrar
Convite aos filhos para almoçar,
E acarinhar os netinhos seus.

Ocorreu-me  em um domingo, assim que ela chegou da igreja...

QUERIDA MARIA

Não foi possível me conter
E levantei de madrugada a
Catar um lápis, escrever:
Quero-a tanto minha amada.

Sessenta anos casado
Com esta mulher mui formosa.
Na luta pela vida temperada,
Mulher linda, maravilhosa.

Há tanto tempo, foi outrora,
E me parece que só agora
Lhe dou  merecido valor.

Tantas vezes eu a magoei.
Por isso me penitenciei
E só quero lhe dar amor.

QUANTO A AMO

De eu acordar é a hora,
Hor’em que fico a pensar
Se quedo em silêncio,
Ou venho aqui contar:

Meia noite, justo agora
Eu nem sei que fazer.
Se em silêncio ficar,
Se aqui lhes vir dizer:

Beijando-a sem cessar,
Outros sessenta anos
Só com ela quero ficar.

Acarinhando-a com prazer,
Outros sessenta anos
Só com ela quero viver.


Este, com rimas  paupérrimas, talvez eu consiga melhorar, surgiu em madrugada recente. Ocorreu-me às primeiras horas do dia 28 Dez 2013.  Para ela certamente ainda não o último.
ÚLTIMO SONETO

Pensando em nossos sessenta anos
Mesmo levando  pequenas cicatrizes
Podemos dizer a filhos e netos, ufanos,
Nós sonhamos, fomos e somos felizes.

Gostaria muito, muito, de criar uma canção,
Não dois pares de versos pobres,  banais.
Mas singela melodia que tocasse seu coração,
Algo que a levasse a dizer, você é demais!

Dizendo  ao mundo quanto nos alegramos
Com as filhas e filhos que tanto amamos,
Aos quais devotamos respeito e carinho.

E outro tanto com os que deles vieram
Belas e belos, robustos e ativos netos,
Maravilhoso, inteligente e ativo quinteto.

Estão todos em meu livrinho SONETOS DE UM BRASILEIRO (3ª. edição), disponível nas Livrarias Curitiba e associadas, nas Livrarias do Chain e na Editora Íthala(editora@ithala.com.br)   

quinta-feira, 4 de junho de 2015

POESIA

                                                                                                                         POESIA

                                                                                                       Poesia, quando bem feita
É a  joia da literatura.
É grata a sonoridade
Ao ouvido que a procura.

Quando a rima é escorreita,
A métrica e o ritmo perduram,
Ganha musicalidade
E beleza na estrutura.

Verso livre, qual pintura
Abstrata, raros deles
Têm valor, têm aquele

Dom de enlevar as criaturas.
Mesmo belas e eruditas,
Pouco traz nas frases ditas. 

Está, com outros vários,  em meu livrinho SONETOS DE UM BRASILEIRO 
disponíveis nas LIVRARIAS CURITIBA e associadas, e na Livraria do CHAIN.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

LAMBANÇAS

                                                                                                                  Imagem inline 3 
403.RECADO
Verde oliva
LAMBANÇAS
Adriano Pires Ribas
         14 Mai 2015
Aqui capa, criação minha, e amostra, página de novo livro.
            Opa! Errei, desejava escrever lembranças. Mas, enfim que fique. O que vou aqui relatar são mesmo lambanças. E o que é lambança? No dicionário vejo: lorota, mentira, lero-lero,  falso heroísmo. Mas, usavamos assim dizer com o significado de trabalho mal feito, ou confusão. Sem importar  em qual sentido. Ainda podia ser falta de seriedade na brincadeira, no jogo, trapaça, e também indolência ou preguiça.

                                                                                                                                                                                                                        Imagem inline 4

E aqui vai justo com o sentido de confusão. Foi nos tempos de antes de antigamente, ‘tem po pra burro’. Quando compramos, pagando em prestações a perder de vista, nossa primeira casa. Pequena casa de madeira lá no campo, distante quatro quilômetros do ponto do ônibus, ônibus de hora em hora. Perdeu... danou-se. Foi triste regressando em certa quarta-feira, dia de meio expediente, encontrá-la vindo pela margem da rodovia Curitiba a Porto Alegre, com o filho de pouco mais de um ano no colo e trazendo pela mão a filhinha que ainda não completara quatro. Se me esperasse chegar em casa para ajudá-la com os pequenos, a fim de os levarmos ao pediatra, não chegaríamos a tempo de encontrar a clínica funcionando. Decidiu se antecipar e encontrar-me no caminho, correndo o risco de fazer aqueles quatro quilômetros inteiros carregando o menor e arrastando a pequena pela mão sob o sol das 13:00h.
Bom, havia necessidade de mudar aquela situação, e feito um sem número de contas, concluímos que seria possível comprarmos uma motoneta. Surgiu a ideia, mesmo já pendurados em dívidas. Na loja que as vendia encontrei uma usada.
Fragmentado o pagamento em ‘n + uma’ prestações, pretendendo com o dinheiro economizado do ônibus e um algo mais, pagá-las, saí dali motorizado. Mas, criei com isso três inconvenientes: Funcionava mal, vivia pifando. Surgiu mais uma despesa contínua, oficina. E, sem carta de habilitação, era volta e meia detido pelos fiscais do Detran que ameaçavam ficar com a motoneta. Duas vezes, depois de muita conversa deixaram-me ir. Sempre o mesmo grupo, eu já conhecidíssimo, na terceira vez saí dali a pé a procura da loja para lhes dizer que não poderia pagar e estava desistindo da motoneta. Mas, eles teriam de buscá-la no Detran, pois a mim não a entregariam enquanto não obtivesse habilitação. Voltei as andanças e ao velho ônibus, por um bom tempo.
O curioso é que, uma coisa que a lambretinha possibilitava e fazíamos as quintas-feiras a tardinha. Com a esposa na garupa saíamos de motoneta campo a fora, subindo e descendo outeiros, atravessávamos estreita pinguela sobre um riacho nos esperando em baixo a uns três metros de altura. Seria uma queda formidável. Logo adiante alcançávamos a estradinha carroçável que ligava dois lugarejos próximos e seguia até lá adiante alcançando o asfalto da BR116. Por ali seguíamos até a chácara que logo adiante existia. E lá, consideravam grosseria se chegássemos já dizendo a que viéramos. Depois entrarmos, assim era de bom tom, e depois de um punhado de conversa, e em geral até depois de gostoso café com leite gordo e broa com doce de pêssego, de lá voltávamos com um saco de verduras e legumes variados, além de uma vasilha de leite ordenhado na hora. Metade disso vinha a preços mínimos e em geral a outra metade vinha na base do:
- Leve, não custa nada.
Certa feita, próximo da hora de recolher as vacas, já chegando ao pátio do chacareiro, e elas se aproximando, tumultuavam a estradinha estreita. Bip! Bip! Pachorrentas se afastavam para a esquerda, bip! E saiam para a direita, Mais um bip e os movimentos se repetiam, e nós aos poucos avançando. Bip! E a seguinte tentou subir o barranco a direita. Não conseguindo voltou de ré dando-me uma bundada no ombro. Lá fomos, a motoneta comigo e a esposa estendidos no pó. Sorte que não estávamos carregados e nem havia por ali ‘retratos de vaca’ que elas costumam ir deixando pelo caminho.
Dois anos mais tarde ou pouco mais, a situação melhorara. Agora Segundo Sargento, fora promovido. Surgiu a oportunidade e usando aquela casa como parte do pagamento, adquirimos outra de melhor qualidade, se comparada a primeira. Tinha o entorno de alvenaria de tijolos, era um pouco maior, em local mais próximo do centro da cidade e dos recursos necessários. Distante apenas um quilômetro do ponto de ônibus, na Av Rep Argentina, então já asfaltada, e com ônibus a cada vinte minutos. Progressão!
Nessa época, não motorizado, descíamos a pé com sacolas de compras feitas lá na Avenida. E em uma região baixa éramos forçados a desviar um pântano. Mas, quando descia só, costumava distribuir o peso das sacolas de ambos os lados e cortar caminho me equilibrando sobre robusto cano que nos levava a necessária e saudável água. Ali no pântano não enterrado, estava meio metro acima da água, suspenso sobre estacas de concreto. De ferro galvanizado com uns quinze, ou vinte centímetros de diâmetro. Fazendo isso descia em linha reta reduzindo a distância em cerca de trezentos metros.
Certo dia de garoa, cano molhado, tentando passar, não deu outra. Escorreguei e caí recebendo o impacto bem na região delicada entre as pernas. Dor!!! Ali fiquei minutos gemendo sobre o cano com os pés enterrados na lama. Seguir andando não daria, teria água e lama até os quadris. E subir de volta ao cano?... Foi o que fiz, até hoje não sei como.
Depois de um tempo foi possível adquirir outra lambreta. Agora nova e modelo novo, branca com a lateral amarela, muito elegante e funcionava maravilhosamente, aquele progresso! Claro, pagando em sei lá quantas prestações. Então a primeira providência foi obter minha habilitação.
Esta última motoneta nos prestou relevantes serviços. Nos proporcionou comodidade, e também situações jocosas, várias. Tenho muita história a lhes contar. Quem sabe surja até outro livrete... pelo menos são causos diferentes.
Atrás adaptei um bagageiro que para ela foi criado, e sobre o guidom um anteparo de acrílico que nos protegia, em parte, da chuva de frente, e nos servíamos dela a contento. Com ela passeávamos, buscávamos tudo quanto necessitávamos. Buscávamos verduras em uma chácara distante, e de lá voltávamos rodando pelo campo, passávamos nos equilibrando sobre uma pinguela de tábuas, a quase três metros acima do riacho com o casal de filhos, cinco e quatro anos, creio, seguros no guidom, em pé entre minhas pernas. A esposa, como sempre se colocava, sentada no selim traseiro com as pernas voltadas para a direita.
Em certa ocasião apanhamos violenta chuva de verão e já chegando em casa, ruas a pouco abertas e sem revestimento, barro vermelho recém cortado, lisoooo... não deu outra. Foi escorregando, escorregando e deitou para a esquerda. Bem em frente ao bar e lanchonete de dona Tica. Aí todos emporcalhados de vermelho seguimos a pé os trinta metros que faltavam, eu empurrando a motoneta carregada.

Este artigo foi publicado em Saturday.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Recado Verde oliva

345.RECADO












Verde oliva
Academia
JOSÉ DE ALENCAR
26 Nov 2014

Amigos e amigas internautas, anoiteceu e estou apavorado. Amanhã será ‘a noite!’ Vejam em que este avestruz, se colocou e não tem onde esconder a cabeça. A seguir parte de comunicação que acabo de receber:

“Na sessão solene, quatro personalidades já membros da Academia assumirão, agora na qualidade de associados titulares de cadeiras patro nímicas:
Luislinda Dias de Valois Santos na Cadeira nº 6,
Hamilton Bonat na Cadeira nº 19,
Lílian Deise de Andrade Guinski na Cadeira nº 23
Francisco Souto Neto na Cadeira nº 26.
Na mesma oportunidade ingressarão na Academia como associados efetivos:
Adriano Pires Ribas,
Charyana Gamballe Correia,
Claudinei Roncolatto,
Estela Carmem Pereira Sandrini (Teca Sandrini)
Iza Zilli.
E como associada correspondente assumirá
Regina Celi Simões Ângelo, de Campinas, SP.
A Academia de Letras José de Alencar, fundada em 1939, agora instalada no Palacete dos Leões, por gentileza do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, estará comemorando em grande estilo, nessa mesma sessão magna, o seu Jubileu de Diamante.”

Pois bem, quando o Exmo Gen Bonat me disse que havia proposto meu nome para integrar essa confraria, cuja existência então desconhecia, me senti inquieto, depois empolgado com a ideia, assim ficaria um registro de minha existência nesta nossa Terrinha. Mas, com o passar dos dias, com a proximidade da data chegou, de volta, a inquietação, mais que inquietação, estou apavorado.
Como me deixei envolver nessa brincadeira séria demais! O que farei entre pessoas realmente cultas. Pois sei que continuo o mesmo matuto recém saído da roça de milho e feijão, também ainda não larguei a marreta de auxiliar de ferreiro de um passado nem tão distante. Sem criatividade, apenas relatei alguns episódios vivenciados. Não sou escritor, ainda menos poeta.
Cheguei a pensar em simular viagem repentina e lá não aparecer, protelando indefinidamente a posse. Mas, voltei atrás, por mais perigosa que seja a missão, este Soldado não é afeito a fugir da raia. Com a maior cara de bobo da paróquia, lá estarei. Sem saber o que fazer, nem sei se é para rir ou se é para chorar. Lá estarei, literalmente sem saber para onde olhar.


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