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sábado, 13 de junho de 2020

VIVENDO EM PANDEMIA*

VIVENDO EM PANDEMIA* 

Jadson Porto, 10/06/2020.

Em uma conversa na academia
Sob "lives", palestras e aulas que teria
Vidas, rotinas, relações que se discutia
Em quarentena, corpos que se distancia.

Em uma conversa, Platão já dizia:
"Acontecimento que toda população alcançaria".
Que expressão essa seria?
Ele a chamou de pandemia.

Nova rotina, então se criaria
Assistir filmes, jornais e debates de maestria
Adaptar à quarentena, então, deveria!
Com máscaras e álcool conviveria.

Toques corporais não os teria
Reuniões virtuais compareceria
Ao restaurante, não mais iria
Somente comida por aplicativo pediria.

Articular ideias em pensamentos, artigos ou em poesia
Permanecer em isolamento social físico, deveria.
Mas aproximações virtuais deles não me separaria.
Em breve reencontraremos e nos abraçaremos, um dia...

Como isso aconteceu? Quem me explicaria?
Foi um vírus, Covid 19 se chamaria
Praga que a todos atingiria
Dela ninguém escaparia.

Criado em laboratório ou evolução seria?
Não importa mais Aprender a conviver com ela, é o que importaria.
Pois, agora pelo mundo se propagaria.
Milhões de infectados e mortos haveria.

Com outros vírus e doenças, já se convivia.
Chegou a Covid, tudo mudaria
Mesmo em isolamento, isolado não estaria
Afastado talvez, mas vivendo em pandemia.


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

RECORDA-ME

RECORDA-ME
Jadson Porto
Macapá, 21/01/2018


Recorda-me...
Recorda-me, como eu faço para recordar?
Recorda-me a primeira vez que vi a luz raiar,
A primeira vez que senti seu cheiro, a me alimentar.


Recorda-me de um olhar
Recorda-me de um cheiro, que me recuso a não lembrar
de uma mão firme, de um suave falar


Recorda-me meus primeiros passos, primeiras descobertas
Recorda-me o primeiro abraço de meu irmão.
Histórias, músicas, ensinamentos, fotos, filmes, ouço-te relatar


Recorda-me das aventuras, das viagens em meu berço
Florestas, campos, rios, rios e rios a navegar
com meus companheiros a me acompanhar


Recorda-me de minha infância
Dos novos amigos que não moravam em meu berço e nem em quarto
Correndo pelas ruas e você sentada a me olhar.


Recorda-me de nossas viagens a três
As ruas ficaram pequenas, a cidade também
Um país aparecia para aventurar.


Recorda-me da chegada de uma princesa
Minhas histórias prontas a contar
Aventuras, descobertas, Maiutá.


Recorda-me de você no aeroporto, ensinando-me a voar
Voei, caí, voei de novo, muitas nuvens e terras a alcançar.
O ninho ainda está arrumado para o meu voltar.


Recorda-me dos amigos queridos
Norte, Sul, Leste, Oeste, até onde o sol está por raiar
Em breve voltaremos a nos encontrar.


Recorda-me de um dia que vi um olhar
até hoje está me acompanhar
Junto dele havia um outro, como o azul do mar.


Recorda-me de uma pequena criança a chegar
Recordei-me de recordar
Um dia ele viu com olhos da cor do mel, a luz raiar.
Eu estava lá para amparar


A história deve continuar.


Recorda-me de outro ninho a montar
Construído com um olhar, com um azul da cor do mar e com um mel a adocicar
As aventuras e as descobertas devem continuar,
algumas delas acompanhadas do Maiutá.


Recorda-me para lembrar
Para não esquecer como é bom recordar
Recorda-me a recordar
Porque recordar, é re-cordar uma linha da lembrança para recordar.
  


GRATIDÃO OS HEROIS DA PANDEMIA