sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Céu e Terra - ARQUITETO MARCO ANTONIO ALZAMORA GONÇAVES




Céu e Terra
Assim é no cristianismo:
“Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu”!
Assim é no judaísmo:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, hamôtsi lêchem min haárets.
Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que faz sair pão da terra.
William Shakespeare foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo.
Também citou os mistérios entre o Céu e a Terra!



A frase “Não tanto ao céu, nem tanto a terra” remete-nos ao ato sugestivo de não nos tornarmos extremistas.
Sem exageros, com equilíbrio.
Céu é substantivo masculino. Espaço onde se localizam e se movem os astros.
Parte desse espaço, visível pelo homem e limitada pelo horizonte; firmamento, abóbada celeste.
Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar.
É também o maior dos quatro planetas telúricos.
É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul.
Nesse ir e vir encontrei meu amigo e poeta acróstico Celso de Macedo Portugal.
Eu estava estancado na penumbra impeditiva de criar ao anunciar em uma rede social:
Preciso doadores de três órgãos para transplante imediato: hipófise, hipotálamo e pineal!
Pedi ao Celso:
Sintetize Céu e Terra!
Ele pensou um instante e mandou a síntese:
Cosmos...
Númeno!
Númeno ou noúmeno (do grego νοούμενoν) é um objeto ou evento postulado que é conhecido sem a ajuda dos sentidos. Na filosofia antiga, a esfera do Númeno é a realidade superior conhecida pela mente filosófica. Também pode ser entendido como a essência de algo, aquilo que faz algo ser o que é.
No entanto, este termo é mais bem conhecido da filosofia de Immanuel Kant.
No kantismo, o Númeno é o real tal como existe em si mesmo, de forma independente da perspectiva necessariamente parcial em que se dá todo o conhecimento humano; Coisa-em-si, nômeno, noúmeno (embora possa ser meramente pensado, por definição é um objeto incognoscível.)
Está ligado, em Kant, à expressão coisa em si, no original Ding an sich, embora a natureza desta relação tenha alguma controvérsia.
O termo é geralmente usado em contraste ou em relação com fenómeno, que em filosofia se refere que aparece aos sentidos, isto é, é um objeto dos sentidos.
Obs.: Por "perspectiva necessariamente parcial" devemos entender por aquilo que ocorre no tempo, portanto Númeno é um real que não depende do tempo para existir, e por isso o conceito de Númeno se opõe ao conceito de fenômeno ('no kantismo'). Equivale ao real absoluto.
Etimologia: Advém do alemão Noumenon, plural noumena, palavra criada pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), a partir do grego nooúmena usada por Platão ao falar da ideia, propriamente 'aquilo que é pensado, pensamento', neutro plural substantivado de nooúmenos, particípio presente passivo de noéó 'pensar'
Pensei: Isso é metafísica pura!
Eu viajei entre o Céu e a Terra naquele ínfimo momento!
Em “Acróstico em Verso” do Celso de Macedo Portugal pude resgatar parte:
A dúvida
Diante da incerteza
Única da verdade
Vejo com clareza
Ilação e alacridade
Duvidar é cegueira
Ao descrer da realidade!
Os opostos Céu e Inferno lembraram-me da afirmação de alguns filósofos:
“O Inferno é aqui na Terra”!
Resgatei a banda Barão Vermelho:
Foi decretado
Estado de calamidade social
Agora já se paga os pecados
Com carnê mensal
O inferno é aqui
E não adianta, nem tentar fugir
O preço que se paga é alto
Para existir
Na rua
O povo todo traz na cara
A insatisfação
Já não sorriem
Tolos miseráveis
Filhos da nação
O último a sair
Que apague a luz
E desça da cruz
Com tempo pra fugir
Em direção a um futuro
Que não terá fim
Por outro lado, em contrapartida, encontrei o grande fotógrafo e ambientalista francês, Yann Arthus-Bertrand, que há mais de 20 anos viaja sobre os céus ao redor do mundo, capturando com seus clicks a beleza da Terra e sua fragilidade, em uma tentativa de protegê-la das destrutivas mãos dos homens.


E eu fico cá com meus desenhos entre o Céu e Terra!


...o Sol, girando na axial, escalava a montanha ou desabava rumo ao mar...




ARQUITETO MARCO ANTONIO ALZAMORA GONÇAVES

5 comentários:

  1. Lisonjeado e emocionado com a honra e privilégio de estar presente neste colóquio cultural de rara excelência!

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  2. Artigo filosófico tem muito de imaginação precisa de conhecimento e dissernimento para entender mas valeu

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  3. Grato pela oportunidade de ler essa apresentação. De estar entre céu e terra. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Baita abraço. Sucesso

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