quarta-feira, 16 de março de 2016

Não dá mais

Não dá mais
Cardoso Filho

          Foi para não esquecer. As passeatas Brasil afora contra Dilma, Lula e PT e a favor da Operação Lava-Jato, ocorridas no domingo, 13 de março, levaram para as ruas das principais cidades brasileiras multidões que somaram mais de 3,5 milhões de pessoas. Segundo os movimentos organizadores, o número teria sido 6 milhões. Não importa. Uma manifestação popular histórica, jamais vista no País. Em Curitiba, 200 mil pessoas estiveram presentes. Impressionante massa humana vestida de verde e amarelo a protestar pelo reerguimento moral da Pátria. Mas sem violência, com civilidade e ordem, sem black bloc para manchar o protesto com baderna criminosa, sem bravatas como a dos ditos movimentos sociais e pelegos sindicais.
          Talvez não voltemos a ver outra demonstração de indignação patriótica de igual intensidade, exceto se a solução que a sociedade exige não vier logo. Ao cair tarde daquele domingo, uma certeza se impôs: o governo de Dilma Rousseff não tem força moral para continuar. Não tinha antes das passeatas de domingo e muito menos agora. A era petista caminha para o fim amortalhada na pior corrupção que o Brasil já conheceu, de valores astronômicos que assombram o resto do mundo, e não vai aqui nenhum exagero retórico.
          Eis que, na terça-feira, 15 de março, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, homologou a delação premiada do ainda senador Delcídio do Amaral, feita no âmbito da Operação Lava-Jato. Uma bomba que o governo pretendeu, de algum modo, lícito ou não, impedir, sabendo do alto teor explosivo das revelações. Não conseguiu e continua no cambaleio sem rumo em busca de salvação. A nau petista, que já vinha fazendo água, recebeu um petardo possivelmente fatal. Sem contar que outros torpedos virão: novas delações premiadas estão em negociação, como a de Marcelo Odebrecht e Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana.
           É possível, na democracia, conviver com um governo incompetente, ainda que doloroso suportá-lo. Imperdoável e inaceitável, no entanto, é um governo que enterra o país na lama da corrupção, destrói sua economia e perde qualquer sentido de decência, e a nomeação de Lula para ministro da Casa Civil, ocorrida no dia 16, é a expressão acabada da ausência de qualquer respeito pelo povo brasileiro e de dignidade. A desonestidade, a trapaça, a má-fé, o desapego a qualquer valor moral e o conluio criminoso como política de estado são as artes e valores que o PT trouxe para governar. Nada mais possui.
           Pode ser que a agonia se prolongue mais um pouco, contrariando a ânsia e urgência do povo brasileiro. Mas o tempo se esgota. Milhões de brasileiros que sofrem com o desemprego, com a roubalheira desenfreada que o lulopetismo instalou na política e nos negócios, com a inflação que corrói os bolsos, com a perda de conquistas sociais, com a quebradeira de empresas etc., pois toda essa massa de gente já perdeu a paciência e quer que a solução venha de uma vez:  pelo impeachment ou renúncia da presidente ou pela cassação da chapa Dilma-Temer pelo STF.  A crise gravíssima não pode esperar mais.
          Diante desse quadro de horrores, só uma reação resta em resgate da honra e para salvação do Brasil. Está mais do que na hora de, com todo o respeito e delicadeza, enfiar o pé nos fundilhos da presidente e de toda a malta petista encastelada no poder.
         
Março de 2016.  

          

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