quinta-feira, 30 de julho de 2015

Vovó Dilma

Vovó Dilma
Cardoso Filho

          De repente, a presidente Dilma Rousseff começa a aparecer na televisão brincando de vovozinha, cheia de ternura para com o neto. Sem colocar em dúvida seu amor de avó, a cena é falsa como nota de três reais. Trata-se de nova manipulação bolada pelo marqueteiro João Santana, em tentativa de passar ao povo brasileiro a figura doce de uma vovó, cheia de amor e carinho, pretendendo que os simples e ingênuos, que ainda existem, tocados em sua sensibilidade, passem a ver Dilma com benevolência e leniência. Se a empulhação pega, como continuar a cobrar dessa mulher tão terna e amorosa os pecados cometidos? Como persistir na acusação de haver ela afundado o Brasil, arrebentando a economia e trazendo de volta a diabólica inflação e o desemprego? Não, não, os responsáveis haverão de ser outros: a tal crise externa, os empreiteiros desonestos, a Operação Lava-Jato, os capitalistas e liberais, a oposição em conluio com a imprensa das elites. Num passe de marketing, Dilma passaria de algoz dos brasileiros a vítima de forças malignas.
Não dá outra: quando querem melhorar a imagem de um político, põem logo o homem a beijar crianças e abraçar velhinhos. Ou pobres. É o que agora se vê com Dilma Roussef. A intenção é sobrepor a figura terna da vovó à da presidente que dá murros na mesa, esculacha ministros e, montada na arrogância e pretensiosidade, levou o País para a segunda divisão. Mas a investida publicitária, que com certeza vamos pagando, e caro, não colará. A presidente avançou demais pelo caminho errado, embora alertada acerca dos enganos que cometia, para que os brasileiros embarquem no novo engodo. Bastam as mentiras e falsas promessas por ela empregadas para conseguir reeleger-se presidente.
De modo que, diante do caos brasileiro promovido pelo Partido dos Trabalhadores – PT, tendo à frente Lula e a vovó Dilma Rousseff e, atrás, um séquito de aloprados e malfeitores, não tenhamos a leniência e sentimentalismo dos bonzinhos. Sejamos justos, julgando-os com o equilíbrio e rigor da razão. Quanto ao impeachment, é como uma fruta que precisa amadurecer no pé. Melhor deixar que caia por si, como a maçã de Newton.

Julho de 2015.



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