sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Obrigada pai querido, acadêmico José Wanderlei Resende



Temos em comum agora mais um pedacinho da nossa história de vida…
A Academia de Letras José de Alencar, que você me apresentou, vaticinando um futuro com tanto amor para mim, agora me acolheu de forma permanente...pressentindo a promessa de um companheirismo ainda só delineado no horizonte das ideias, mas já plantado em meu coração.
Mas pai, na sua “cadeira”, que agora é minha também, jamais me sentarei sozinha, porque o amor transcende tempo e espaço… e como amálgama nos une predestinadamente.
Sim…. vejo hoje, para além da física, que é possível que dois corpos ocupem um mesmo espaço ao mesmo tempo….porque assim é matriz da nossa alma….corpo+ espírito...Pó e sopro divino.
Quanta Sabedoria em fundir pessoas que se amam, cuja separação é apenas uma miragem…
Nenhuma obra do homem é capaz de limitar o essencial, o sagrado que habita em nós.
Mas profundamente sentida ainda me pergunto, quanta dor pode caber numa emoção? Quanta saudade pode carregar um coração???
É o que dói no simples ouvir seu amado nome em fragmentos de conversas….em ler correspondências endereçadas a você, alheias à sua partida…. visualizar seus olhos em relances de lembranças ….em te ouvir me chamar dentro do meu existir …
Mas o que eu desejo neste momento, é dizer mais uma vez, obrigada pai, pelo presente da minha maturidade, que é me fazer sonhar também seu sonho poético, de viver como letra e música de uma bela canção humana, cantada por muitas vozes amigas...para inspirar sentimentos bons... mostrar caminhos novos ….iluminar os dias mais escuros ….provocar risadas leves e soltas ....libertar as lágrimas sufocadas …amenizar os sofrimentos uns dos outros.
Obrigada pai querido.


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