sexta-feira, 17 de julho de 2020

Lançamento de livro gratuito em ebook - livro Tempo de Dragões

Lançamento de livro gratuito em ebook



Valter Cardoso

08:18 (há 10 horas)
para angelpereiraAdrianoAlbertoAnitaAriAriadneCelsoCintiaDioneFranciscoHamiltonJoaquimJosanemimKeetrinLianaLilianLuislindaMariaMarioNoilvesPauloRafaelReginaRossRubensTaniaVera
Bom dia confrades amigos e amigas.
Divulgo o lançamento do livro Tempo de Dragões que organizei e que também trás a participação de dois dos nossos confrades - Liana Zilber Vivekananda e Eduardo B S Silveira. A versão do livro físico sairá no próximo mês.

Tempo de Dragões na versão ebook está de graça entre hoje e domingo (17 a 19 de julho) no site abaixo:

http://www.amazon.com.br/dp/B08CPN2FQ3

O Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro lançou o desafio a todos os escritores em Língua Portuguesa para criarem seus contos sobre dragões e o resultado é esta coletânea de 15 histórias.
São os mais diversos tipos de lagartos, grandes e pequenos, bons e maus, machos e fêmeas. Foi um grande volume de contos recebidos, dos quais foram selecionados os melhores para compor este livro. Além disso os organizadores concordaram em um ponto fundamental: tudo deveria ser feito com a máxima qualidade possível, desde a seleção dos textos, passando pela revisão e chegando até a diagramação. Foram seis meses de trabalho e dedicação para trazer aos leitores um livro diferenciado, trabalhado com muito cuidado, que recebeu a máxima atenção em todos os detalhes.
Há histórias incríveis, participações internacionais e muita criatividade envolvida por parte dos autores e autoras. Esperamos que apreciem. Sua aprovação é o nosso combustível para continuarmos preparando coletâneas como essa nos mais variados temas.
Além disso, esta obra teve a colaboração da Ales de Lara, que forneceu a capa e as ilustrações internas, e de Christopher Kastensmidt, que fez o prefácio.
Então, subam no lombo escamoso de seus répteis e voem pelos diversos universos de fantasia ilustrados nesta coletânea.

Divulgue aos amigos e ótima leitura!!!

anita zippin

18:03 (há 30 minutos)
para JoatanArioswaldodioneValterTâniamimAriadne
Prezados Colegas:

de parabéns este novo livro Tempo de Dragões, de autoria de Valter ,Liana e Eduardo.

Em época de más notícias, que alegria termos algo bom dos escritores paranaenses, em especial, membros brilhantes de nossa ALJA.

Sucesso , com certeza, sucesso!

saudações acadêmicas



Anita Zippin
Presidente
Academia de Letras José de Alencar

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Concurso TalentoS

Concurso Talentos

Caixa de entrada
x

lilianguinski@bol.com.br

qua., 15 de jul. 21:09 (há 1 dia)
 para mimtaniarosafcascaes@gmail.com
Peço que esta mensagem seja distriibuída aos associados ALJA. - gratidão!

Confreiras e Confrades e Amigos ALJA,

Estou inscrita no concurso Talentos FENAE/APCEF e peço a participação de você.

Conto com o carinho de todos e, após a leitura,  com o voto de cada confreira e confrade ALJA.

Abaixo os links para leitura, e/ou avaliação dos meus textos inscritos no concurso Talentos.

Brasil Brasileiro (poesia)  https://talentos.fenae.org.br/Detalhe/Literario/9542
Retalhos (poesia) https://talentos.fenae.org.br/Detalhe/Literario/9549
Agulhas de tricô (conto)  https://talentos.fenae.org.br/Detalhe/Literario/9830
A revolução das cores (conto) https://talentos.fenae.org.br/Detalhe/Literario/9612

GRATIDÃO carregadinha de saudade.

Lilian Guinski

segunda-feira, 29 de junho de 2020

terça-feira, 16 de junho de 2020

Quintal - microcosmo: As aves que aqui gorjeiam (14/6/20)



São tempos do caos-covid-pandemia.
Infecção global, ameaça invisível.
Atento, vivo modo tangível.
Aprecio, natureza, a harmonia.
As aves que aqui gorjeiam,
Pipilam aqui e acolá.
Tilreiam, vivas, natural euforia.
Ignoram a humana pandemia.
Pertencem ao todo, ao particular.
Capto suas imagens no quintal,
Grande, pequeno, tem vário animal.
Vão, vêm, pássaros aqui flanar.
Gostam, tem pêssego, ameixa, pera, limão-rosa, mimosinha,
Laranja, pitanga, amora e figo
O dia inteiro, de manhã à tardezinha,
Tem bicho fuçando, bicando, quase amigo.
As aves que aqui gorjeiam são
O sabiá, o joão-de-barro, jacu, tiê preto, bem-te-vi,
Tem saíra, pica-pau, urubu, curucaca, guaxo, gavião,

sábado, 13 de junho de 2020

VIVENDO EM PANDEMIA*

VIVENDO EM PANDEMIA* 

Jadson Porto, 10/06/2020.

Em uma conversa na academia
Sob "lives", palestras e aulas que teria
Vidas, rotinas, relações que se discutia
Em quarentena, corpos que se distancia.

Em uma conversa, Platão já dizia:
"Acontecimento que toda população alcançaria".
Que expressão essa seria?
Ele a chamou de pandemia.

Nova rotina, então se criaria
Assistir filmes, jornais e debates de maestria
Adaptar à quarentena, então, deveria!
Com máscaras e álcool conviveria.

Toques corporais não os teria
Reuniões virtuais compareceria
Ao restaurante, não mais iria
Somente comida por aplicativo pediria.

Articular ideias em pensamentos, artigos ou em poesia
Permanecer em isolamento social físico, deveria.
Mas aproximações virtuais deles não me separaria.
Em breve reencontraremos e nos abraçaremos, um dia...

Como isso aconteceu? Quem me explicaria?
Foi um vírus, Covid 19 se chamaria
Praga que a todos atingiria
Dela ninguém escaparia.

Criado em laboratório ou evolução seria?
Não importa mais Aprender a conviver com ela, é o que importaria.
Pois, agora pelo mundo se propagaria.
Milhões de infectados e mortos haveria.

Com outros vírus e doenças, já se convivia.
Chegou a Covid, tudo mudaria
Mesmo em isolamento, isolado não estaria
Afastado talvez, mas vivendo em pandemia.


quinta-feira, 4 de junho de 2020

Não use máscaras


 
Não use máscaras

Antes de reclamar, leia o texto

Desde que a quarentena começou, eu tentei ficar o máximo em casa.Eu já tinha esse hábito de sair o mínimo possível entao não foi uma mudança tão drástica.

Precisei sair, por motivos pessoais sérios e me deparei com um mundo novo ou melhor com um mundo real, infelizmente.

O mundo está triste, as pessoas nos olham com medo, como se oferecessemos algum perigo, que de fato podemos oferecer, mesmo sem saber.

As máscaras nos deixam sentir um mundo mais melancólico pois não vemos o sorriso, não vemos o movimento facial e não vemos as pessoas.

Parada em uma rua observando o fluxo, me deparei com uma realidade pouco percebida por nós.USAMOS MÁSCARAS O TEMPO TODO mas elas eram invisíveis!

Sorrimos quando tristes.
Passamos batom para seduzir ou nos colorir e animar.
Não queremos que o outro nos veja como realmente somos.
Tentamos usar máscaras invisíveis por meio de palavras.
Já estamos habituados a isso e nem percebemos.
Quando percebemos nos machucamos.

O que está deixando o ar pesado e a tristeza é que por um lado estamos sendo obrigados a ver, com os olhos, o que nossa alma sempre soube.Usamos máscaras o dia todo!

Entramos em casa, fazemos a todo ritual de descontaminação mas esquecemos de tirar a máscara virtual.
A cada dia que passa, no isolamento, vamos descobrindo mais um pedacinho de nós, tirando um pouquinho dessa máscara, afinal estamos sozinhos.

Por um lado é salutar tirarmos a máscara mas por outro muitas vezes nos deparamos com alguém no espelho que nem sabemos mais quem é.
Ai vem a tristeza ou a depressão ou o medo ou o susto ou a ansiedade ou o nervosismo.
Estamos sozinhos em casa com alguém que não conhecemos mais!

Vamos as ruas e a sensação de usar a mascara acaba ficando de certa forma até confortável.
Não nos preocupamos com o mau halito, nem com o buço, nem com o sorriso e nem mesmo as palavras.

Sorte de quem consegue ver as pessoas por meio do olhar.

Desejo que tenhamos coragem para nos despir e tenhamos um mundo com mais máscaras de pano e menos máscaras na alma.

Ariadne Zippin
...

“É preciso saber viver”

“É preciso saber viver” 
Por Elisa Monticelli 

Por Elisa Monticelli



Mais do que nunca, é preciso, sim, saber viver. Mas e aí?
que a vida espera de mim?
Pode ser que estejamos costumados demais em perguntar  
“o que esperar da vida?”
E te digo: NADA! Não nascemos para esperar a
go da vida, e sim para vivê-la.
Como diria Viktor Frankl, viver é arcar com a responsabilidade
de responder adequadamente às perguntas da vida, através do cumprimento
das tarefas colocadas por ela a cada um de nós.
Ou seja, a vida pede AÇÃO. Mas, e agora com essa tal de quarentena?
Ora, ora, a vida é dinâmica, meu caro leitor, e a cada hora
 a cada um de nós ela pede algo.
 O que ela pede de você gora? Ah, Elisa, sei lá, não escuto nada, só vejo o caos se
formando lá fora...estou preocupado demais, estou com edo futuro...

e parece que ainda vai piorar né? Será o apocalipse? Pode ser que sim,
mas pode ser que não.
Tudo muda o tempo todo no mundo”. Pergunte, silencie  escute.
Ao perguntar, lembre- se de estar pronto para gir, pois sim, certamente ela lhe pedirá uma ação.
Então aprume- se e pergunte. Pergunte realmente desejando
uvir a resposta: VIDA, O QUE VOCÊ ESPERA DE MIM?
Eu não tenho como adivinhar o que ela lhe pedirá, mas a
mim ela respondeu “deixe o seu coração falar”. Confesso
 que meu primeiro impulso foi devolver com outra pergunta
- “como?” - ela me sorriu e ainda respondeu:
“apenas faça”. E aqui estou eu. Do meu coração ao seu coração.
n.a.: Respire profundamente 3 vezes, pergunte
e solte-se da necessidade de ter a resposta no seu tempo.
 Esteja atento, sem ser marrento; a vida é sábia.
Concentre-se no bem, e lembre que, o discernimento mora no silêncio.


* Elisa Monticelli é consultora em melhoria de processos e escritora.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

ABSURDO

ABSURDO
Planeta Terra, 2020
“É tão válido representar um modo de
aprisionamento por outro, quanto representar
qualquer outra coisa que de fato existe
por alguma coisa que não existe”.
Daniel Defoe.
(In “A Peste”- Albert Camus, 1947).


Se hoje a nossa existência é um pélago profundo, 
tudo ao nosso redor nos abate e amedronta,
invisível algoz nos castiga e afronta
com a dor mais cruel dentre os males do mundo;


Se vedado é o viver em convívio fecundo,
virulento, aleatório, o morrer nos confronta
 essa ausência do amor que, liberto, desponta,
é de o homem cismar, sério e meditabundo:


- É mister que se feche a caixa de pandora!
Antes, deixe-lhe o fundo o brilho da esperança
por um retorno à paz, farol da liberdade.


Canto o instante feliz que bem próximo aflora,
pois purgado é o sofrer, e o direito à bonança
por merecer já o fez a pobre humanidade.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Esperança

 ESPERANÇA
                            
                                Triste o recado deste momento
                                porém o sol continua nascendo
                                O outono, com as folhas caindo 
                                Mas nós não estamos saindo
                                ...e as horas sempre crescendo

                                
                                 A tarde sempre na hora certa
                                Nos empurrando afazeres em vão
                                Brilham os tons das folhas caindo
                               e seu trabalho a forrar o chão

                             Nos preparando para frios doentes
                             e notívagas estrelas cadentes
                             Vislumbramos à distância o vento
                             com bem suave melodia dolente

                            A primavera quase reinou silente
                            com a promessa do nosso viver
                            Na angústia do dia presente
                          Terá a promessa do amanhecer

                          E quando a liberdade voltar
                          Com  certeza que as flores abrirão
                          esperança e alegria não irão faltar
                          Rosas e jasmins, a presença do verão


                      Tânia Rosa F. Cascaes
Diretora de Cultura da Academia de Letras José de Alencar
                           Em maio de 2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Entre o tempo e o limite, entre andanças e descobrimento - Jadson Luís Rebelo Porto,

De: Jadson Luis Rebelo Porto <jadsonporto1967@gmail.com>
Enviado: quarta-feira, 13 de maio de 2020 12:16
Assunto: Publicado meu memorial
 
Prezados

Foi publicado o meu memorial para professor titular na Universidade Federal do Amapá. 

Está disponível para download.


https://www.uniedusul.com.br/publicacao/entre-o-tempo-e-o-limite-entre-andancas-e-descobrimento/


Jadson Porto


terça-feira, 12 de maio de 2020

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Carta a José de Alencar



Carta a José de Alencar
Por ocasião de seu Centésimo nonagésimo-primeiro aniversário

Curitiba, 1º de maio de 2020.

Caríssimo Senhor José de Alencar (José Martiniano de Alencar).

Hoje é o dia do seu aniversário!
Seu nascimento foi em 1º de maio de 1829, em Messejana (atual bairro de Fortaleza, no estado do Ceará. Além de ser o principal romancista brasileiro, o Senhor também foi dramaturgo, jornalista, advogado e político. Entre tantas obras de sua brilhante carreira, gostaria de destacar o romance O Guarani, o qual serviu de inspiração ao músico Carlos Gomes para, na sequência, compor a ópera O Guarani. Segundo o site da Academia Brasileira de Letras: http://www.academia.org.br/academicos/jose-de-alencar/biografia, o Senhor é o patrono da cadeira número 23, por escolha de Machado de Assis.
Durante toda a sua vida, o Senhor procurou trazer, principalmente para os livros, as tradições, a história, os romances indianistas, a vida rural e urbana do Brasil. E o fez com excelência! Sua grandiosa obra causa, a todos que o leem, uma admiração enorme pela qualidade e pela amplitude, se considerarmos sua precoce morte, aos 48 anos de idade, vítima de tuberculose, no Rio de Janeiro.
Gostaria de lhe contar que o Senhor é o Patrono da Academia de Letras José de Alencar (ALJA), aqui de Curitiba, PR. Acabamos de completar 80 anos, no recente ano de 2019. Temos como Presidente uma advogada e jornalista curitibana, Anita Zippin, incentivadora da cultura curitibana, paranaense e brasileira. Nossa Academia de Letras é eclética. Contamos com pessoas que possuem uma cadeira patronímica e, também, sócios efetivos. Entre a gama de profissionais, temos advogados, professores, pintores, poetas, engenheiros, arquitetos, médicos, entre outros. E é na nossa diversidade de pensamentos que tentamos sempre encontrar a unidade dentro dos ideais que fundamentam as ações da Academia de Letras José de Alencar.
Encontra-mo-nos uma vez por mês. Nosso “piquenique cultural”, assim carinhosamente chamado, é um momento para compartilharmos lançamentos de livros, exposições, posses de colegas em outras entidades culturais, dentre outras ações e momentos, assim como compartilhamos um lanche gostoso, ao término da sessão. Somos uma comunidade literária e democrática. Nossa Presidente sempre recebe novos candidatos a sócios efetivos dizendo que “diplomas todos temos. O que nos dignifica é pelo ser humano que somos, e principalmente pelas nossas atitudes em relação ao outro, pelo outro, para os outros”.
Por isso tudo, compartilho, na verdade, no dia de hoje, o que mais nos incentiva a saudá-lo: o fato de querer que receba os nossos parabéns! Estamos certos de que, também, o nosso, também é da nossa gente.
Antes e, acima de tudo, saiba que todos nós, brasileiros de todas as artes, honramos o seu nome. Honramos a sua obra. Honramos o que fez pelas letras brasileiras e para dignificar mais o nosso país. Profundamente agradecidos pelo exemplo que nos deixou, receba nossos abraços, afetivos e acadêmicos!
Nas suas belas palavras nos refugiamos:
“Tenho fé no amor, com ele vencerei o impossível.” José de Alencar

Anita Zippin (Presidente da ALJA – Cadeira 7 / Patrono Humberto de Campos.
Tania Cascaes (Diretora Cultural – Cadeira 40 / Felinto de Almeida
Texto: Vera Lúcia Rauta (Tesoureira – Cadeira 5 / Patrono Júlia da Costa
Revisão: Engelbert Schlögel (Sócio Efetivo)
Ilustração: João Carlos Bonat (Sócio Efetivo)

Colaboradoras:
Angela Maria dos Santos (Sócio Efetivo)
Cintia Maria Honório (Sócio Efetivo)
Ross Mary Capriotti Strano Vieira (Sócio Efetivo)

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Uma só Dulcineia


Uma só Dulcineia
As autoridades afrouxaram a quarentena.
Voltaram a nos ensurdecer os cavalos ruminantes.
Não tenho ouvidos de cobra, deixem-me viver.
Deixem-me quieto, na minha poltrona, a criar raízes
a enverdecer.
Hoje é domingo, mas toda 2ª feira agora também é.
Vocês, filhos de abastados, cansaram de ficar em casa?
Vou dizer e gritar, sem remorsos:
cretinos, mal criados, vão procurar estradas vazias.
Mostrem suas máquinas e o poder do motor delas,
lá no espaço rural, onde nem a cotovia mais canta
e a gralha azul, araucárias não mais planta.
Ela migrou para ilhas do litoral, longe do vírus;
longe de mim; principalmente de vocês.
Vocês, teimando em assustar minha calma
infiltrando-se nas frases da minha leitura quieta.
Ah! Como é triste esta vida de morto-vivo
eu sem preparo a enfrentar esta pandemia atroz.
Deveria saber, a cidade grande não é mais para mim.
O campo é meu campanário, minha cama verde
meu canário com voz amarela e suas cores pasteis.
Ele a cantar e neste canto lubrificando meu peito
do óleo da saudade e da vontade de afundar
como náufrago às profundezas no mar de amor.
Ah Curitiba! Você e seus encantos tão sedutores.
Não sei porque ainda insisto em estar aqui
sapateando vontades de lhe abandonar.
Mas sei, entrego-me à indolência desta não vontade.
Fico por aqui rodeado dos meus ídolos de papel
todos em livros contando suas experiências,
suas verdades, eu a não ter verdade alguma.
Sou qual o eremita a viver numa caverna
dela me afastando em busca de comida.
Triste figura!
A duelar com as distâncias e máscaras na rua
a me esquivar do invisível inimigo.
Triste figura!
A voltar calado e fatigado à casa com a sacola
cheia de mantimentos e recalques.
Triste figura!
quem dera tivesse uma Dulcineia
a abraçar no retorno
ou um moinho a enfrentar. por ela.
Curitiba, 26/Abril/2020.
tonicato m'ir

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Pipita





Dizem que você não sabe o valor de uma coisa até você a perder, mas eu sabia todo o seu valor. Pepita, você foi a minha primeira cachorrinha, o meu primeiro animalzinho de estimação, o meu primeiro bem precioso. Eu lembro como se fosse ontem o dia que adotamos você, você era a menor cachorrinha, a mais tímida, a que não pulava no vidro pra receber atenção, mas olhava com os olhinhos brilhando pra mim pra ser adotada, e eu escolhi você. Meu vô me deu você sem avisar ninguém, você era nossa, minha e dele, de todas as vezes que ele demonstrou o amor dele por mim, você foi o maior gesto de amor que eu recebi dele, porque eu sabia que ele estava adotando uma nova cachorrinha sem falar com ninguém, e fez isso por mim. Com o tempo você virou mais companheira dele do que minha, mas eu sabia que sempre que eu chegasse na casa da vó e do vô, sem nem termos tocado a campainha ou aberto a porta, do outro lado você já sabia que eu tinha chegado e fazia a maior festa. Eu te amo muito minha princesa, você é a estrela que o céu ganha hoje e eu espero que você corra feliz e alegre e demonstre todo o amor que tem dentro de si aí em cima.




*DO ELO, A LIGAÇÃO*


 *DO ELO, A LIGAÇÃO*

Jadson Porto
19/04/2020


Vejam! Sintam! Bate um coração.
Corram! Voam! Cantem com emoção.
Só não esqueçam da razão,
Alguns ouvem, outros declamarão
Sua história, muitos contarão.
Pois, várias existem para recordação.

Tocam! Ouçam! Música com a audição.
Poemam! Cantam! Abram o coração.
Escrevam! Leiam! Comecem com a visão:
Uma carta, um livro ou uma canção,
uma estória, um bilhete ou, quem sabe, um sermão
Vejam uma história, uma mensagem, uma narração.

Param! Ficam! muitos passarão.
Esqueçam! Lembram! Outros ficarão.
Viajam! Continuam! Com perdas ou perdão,
Com poesias ou um refrão,
Fotografias ou souvenires se mostrarão.
Talvez, com relatos de aventuras de montão.

Viajam! Circulam! De carro ou avião.
De barco, bicicleta, ou de caminhão.
Rio Amazonas, Patagônia ou Jalapão.
Saída de casa, fronteiras em expansão.
Descubram! Experimentam! Muitos aprenderão
Que o valor do elo, é a ligação!

Sigam! Param! Lá vai a solidão.
Vivam! Viajam! Vidas adoçarão.
Namoram! Casam! Eis a união.
Passeiam! Beijam! Filhos logo virão.
Amigos! Parentes! Logo visitarão.
Aproveitam a animação e festejarão.

Fim do dia! Vem a recordação.
Lembram! Falam! Que baita confusão!
Sigam! Cada um sem desilusão.
Cada um em seu rumo, sem contramão
Sem pressa ou sem pressão.
Porque todos são como são.

Lembram! A luz vence a escuridão.
Brilham! Iluminam! Tudo sem ilusão.
Mostram! Vejam! Como aparecerão
Não importa como desafiado ou campeão
Se racional ou com emoção.
Do elo, sejam,  simplesmente, a ligação.

Lembrando



Anita Zippin
seg., 20 de abr. 19:50 (há 2 dias)
para mim, Tânia, Tatiana, Ariadne, luiza

Cascaes

Sim, Pipita hoje se transforma em  um anjo!
Nesta noite onde teremos uma onda de meteoritos, vistos à olho nu, nossa Pipita estará desfilando nas luzes, bela, formosa, sem dor, só com vontade de passear com seu amigo Cascaes.
Ela é e será sempre lembrada como uma das boas energias que veio ao mundo para servir, jamais ser servida.
Na humildade de seu pedir um colinho, uma caminha, uma comidinha, o agradecimento para todos que cuidaram desta linda e maravilhosa filha, amiga, companheira, cachorrinha linda, que hoje parte para o desfile no céu.
Irá se encontrar com tantos amigos e Marco, nosso querido, virá recebê-la e cuidará dela, até mais tarde, bem mais tarde, quando você chegar.
Ele gostava de cãs. teve a Papoula, quando casamos
 depois Butterfly, Chaplin, Toffy e também com Màrcia tinha duas cãs amigas.
Também conhecia nosso Bruce Lee que já está com 10 anos.
A mãe dele tinha medo de cão, acho que tinha sido mordida quando jovem. assim ele nunca teve animal de estimação, até casarmos. Daí sim, doutor Silas Pioli, advogado da turma de Dálio Zippin, 1935, UFPR, nos deu de presente de casamento a Papoula.

Conto para acreditar, sim o colinho de Pipita está garantido, agora a alegrar nosso amigo que subiu há pouco.

grande e forte abraço

Anita

GRATIDÃO OS HEROIS DA PANDEMIA