terça-feira, 17 de maio de 2016

Reunião de abril





reunião de abril

Entrada
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anita zippin

Anexos22:24 (Há 16 horas)
para Veraecultural.prFamiliahamiltonsoutoTANIAmimari
Olhem que lindos em nossa reunião de abril.
Hamilton, não esteve mas conosco vive sempre a manter unida nossa bela turma.
Vera Rauta, hein, com ares de acadêmica, ao lado de João Carlos, o galã, ha, ah, ah
Souto, então!!!!
beleza e simpatia.
e,quando os amigos Souto e Ari se encontram,,, que choque de energia a nos contagiar para o bem

e a Ana, que tal?
uma vez anfitriã, sempre anfitriã. Imaginemos ela a receber amigos em sua casa, que abraço!!!
Tânia, a menininha, eterna menininha.

amigos, esta foi a minha inspiração, ao olhar cada foto.
espero gostem e descontem as brincadeiras, mas foram palavras que nem o dedilhar do computador conseguia segurar, de tão rápido que vieram as frases.

até quarta feira


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Palhaçada

Palhaçada
Cardoso Filho
Quem diria!
Chegamos ao ponto em que é recomendável ao brasileiro que viajar ao exterior, nestes tempos de pátria conturbada e vexada, apresentar-se como paraguaio, ou uruguaio, ou peruano etc., para evitar constrangimento.
Não há exagero. O strip-tease moral do Brasil vai expondo ao mundo a podridão política que o corrói e nos cobre de vergonha. Vamos justificando o antigo epíteto atribuído aos países latino-americanos – republiquetas de bananas. Não bastasse a sucessão de revelações de crimes cometidos por políticos, empresários e sindicalistas, ausência de governo etc., vem o tal deputado federal Waldir Maranhão, eleito pelo povo do pujante estado da família Sarney, no exercício do cargo de presidente interino da Câmara dos Deputados, e detona na manhã de 9 de maio a grande bomba: enviara ao Senado Federal ofício comunicando que anulara a decisão da Câmara que dera prosseguimento ao procedimento de impeachment da presidente Dilma Rousseff, naquela altura já de posse do Senado. Acolhia, para tanto, os argumentos do ministro José Eduardo Cardoso, da AGU (Advocacia Geral da União).  A reação indignada não se fez esperar e varreu o Brasil de alto a baixo, incluída na manifestação vociferante a maioria ampla dos parlamentares da Câmara e Senado. O triste e vergonhoso ato não prosperou porque na tarde do mesmo dia Renan Calheiros, presidente do Senado, recusou-se a acolher a anulação estapafúrdia pretendida. O vexame culminou que, diante do desastre da chicana urdida pelo governo, Waldir Maranhão recuou e enviou novo ofício ao Senado, revogando a anulação feita pela manhã.
          Mais não precisava para completar e tornar perfeito o episódio burlesco protagonizado pelo palhaço maranhense, industriado nesse show cômico por José Eduardo Cardoso, ministro chefe da AGU, e o governador do Maranhão, Flávio Dino, do PC do B. Convencido a fazer a besteira em troca de alguma vantagem, assinou, provavelmente sem ler, a papelada preparada por José Eduardo Cardoso, e, na entrevista concedida à imprensa, no propósito de justificar a decisão, sem argumento que prestasse, conseguiu nada explicar e perdeu-se num palavrório vazio meio autobiográfico. Logrou apenas ser ainda mais patético.
          O fato narrado já é mais do que conhecido dos amigos leitores, de modo que é dispensável alongar o registro desse momento tão constrangedor para a história brasileira. Dele restou a confirmação, desnecessária, de que Lula, Dilma Rousseff e o PT não querem largar osso e continuarão a tentar o diabo para isso. Eis a razão que torna o impeachment tão urgente. É preciso pôr fim ao drama que paralisa o País e tanta desgraça provoca. O governo petista acabou faz tempo e o cadáver putrefato empesta e envenena os ares da Nação. É preciso que se o enterre de uma vez e se dê ao Brasil a chance de reencontrar, o mais breve possível, o rumo certo. Não importam as dúvidas sobre o que o novo governo poderá fazer para a recuperar o Brasil. Vale é que o atual não produzirá mais nada, exceto gemidos e rangeres de dentes.
          Mas o PT continuará a agir. Tentará de todos os modos conturbar e esticar esse tempo negro, e a AGU recorrerá mais uma vez ao Supremo Tribunal Federal na tentativa de anular o processo do impeachment. Caberá à Justiça responder a essa nova provocação de forma rápida, altiva, isenta e sábia, ciente de que não se pode provocar a ira dos deuses das tempestades.


Maio de 2016.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Funeral

Funeral
Cardoso Filho
Tempos atrás, escrevi que Dilma Rousseff já era um cadáver político. Faltava fechar o caixão. Pois bem, o funeral está próximo de acontecer. E, dado curioso, me assalta uma certa tristeza. Não aprecio tragédias e lamento que a primeira mulher eleita para presidência do Brasil esteja terminando a carreira de forma tão melancólica. Menos mal que sua condição feminina nada tem a ver com o fracasso. Com certeza, dispomos de mulheres capacitadas a comandar o País. Haveremos de ter nossas Ângelas Merkel  e Margarets. Thatcher Tivemos foi a má sorte de a escolha ter sido feita por Lula, o mago das trevas.
Lula quis, para sucedê-lo, alguém sem expressão política que pudesse lhe fazer sombra, lhe permitisse continuar mandando no País por trás dos panos e, findo o mandato da marionete, esta se recolhesse à insignificância de origem e lhe abrisse caminho para concorrer a nova eleição presidencial. Deu tudo errado. Dilma não aceitou deixar de concorrer à reeleição, meteu os pés pelas mãos e Lula deve chorar, hoje, lágrimas amargas pela empulhação que enfiou na goela dos que acreditaram no embuste. Dilma Rousseff, sua criatura, implodiu o governo e levou de roldão o Partido dos Trabalhadores (PT).
 Sejamos justos, porém. Ela não merece responder sozinha pela tragédia. A obra pertence também, e principalmente, a Lula. Dilma Rousseff é, por ora e pela circunstância de estar no poder, o símbolo maior do desastre. Mas por que a morte solitária? Lula tem de acompanhá-la no óbito político. O mal que o PT, sob o comando de ambos, mais dele do que dela, cometeu ao Brasil não pode ser esquecido e jamais perdoado. Se esquecermos o terrível equívoco, fantasmas malignos voltarão a assombrar-nos em futuro próximo.
          Nesta altura e apenas a título de argumentação, vale a indagação singela: o que causou a derrocada petista? As esquerdas bradarão, eternidade afora, que as forças conservadoras e reacionárias – as elites, os ricos, a burguesia, os banqueiros etc. –, contrárias ao progresso social dos pobres, foram as responsáveis. Argumento gasto e imprestável como a ideologia que elas perseguem com cegueira e idiotice históricas e tragicamente danosas à liberdade e busca da felicidade dos homens. A verdade, só negada por fanáticos imunes aos fatos e à razão, é que o governo petista foi tragado por seus próprios crimes e incompetência. A derrota, como um suicídio, nasceu dentro de si mesmo. Desde o primeiro governo de Lula, o PT partiu para o jogo pesado, apostando tudo no chamado aparelhamento do estado e no aliciamento de parlamentares mediante subornos, com vistas à execução de seu ilícito projeto de poder, que excluiria a alternância de governantes e, mais adiante, a própria democracia. Nessas manobras bandidas, arrecadou fortunas para seu caixa e para o caixa os dos partidos aliados, além, é claro, para os bolsos dos companheiros, por meio do saqueamento de empresas estatais e fundos de pensão. A par disso, torrou dinheiro que o estado não tinha e prometeu o que não podia cumprir, para garantir a reeleição de Dilma Rousseff, no mais escandaloso caso de trapaça eleitoral.
No fim de tudo, viu-se que o PT se resumia à corrupção e ao populismo tapeador de ingênuos e simples, orientado no rumo proposto pelo teórico comunista Antonio Gramci de comer a democracia por dentro em busca do sonhado estado comunista, e nesse passo e propósito uniu-se à escória latino-americana aglutinada no chamado Foro de São Paulo. Não contava com a Operação Lava-Jato, que começou com uma investigação menor em um posto de gasolina em Brasília e, de repente, como que por acaso, rompeu os diques de um mar de lama no qual o petismo se afundou. Suponho que, aí, houve a mão de Deus a nos dar mais uma chance de regeneração. A grande oportunidade foi oferecida; o mais corre por conta dos brasileiros de bom juízo.


Maio de 2016.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Jornada solitária

Jornada solitária
Cardoso Filho

“Não venha mais me visitar, faz favor”. A frase de Francisco, Chico na intimidade, dita em despedida, soou como brincadeira. Leandro viera visitá-lo na casa de repouso para idosos, refúgio que o amigo escolhera por livre vontade. Talvez não tivesse sido tão livre a decisão. As circunstâncias contribuíram. Sozinho na viuvez, apertado pela idade, não querendo criar incômodo aos filhos, aos parentes muito menos, que estes, se precisassem ajudar, ajudariam com mal-estar, em obrigação desagradável e difícil, optou por asilar-se naquele recanto até bonito, bucólico, com árvores, flores e gramados, bancos no amplo jardim sob sombras refrescantes, horários certos para as refeições, pessoal para atendimento dos moradores e quarto e banheiro privativos, pequenos mas bem-arrumados, em que pôde instalar alguns pertences seus, como uma poltrona, televisor, computador e livros, estes nem todos, é verdade, porque eram muitos e precisou se desafazer de boa parte. Leandro riu-se e respondeu que voltaria na outra semana. Mas Chico insistiu, com semblante sério, que não viesse mais, e pousou a mão direita no ombro do amigo, num gesto de afeto que parecia querer reforçar o pedido. A despedida interrompeu-se. O apelo dramático, se era para valer, requeria ser esmiuçado, considerou Leandro. Não havia sentido no desejo de Chico, que por todos os modos parecia estar bem das ideias. Com o sorriso já sumido, Leandro disse-lhe que não entendera a piada. Chico, então, estendeu-lhe o braço, pousou-o em suas costas, caminhou com ele pelas pedras do passeio e o conduziu a um banco sob uma das árvores próximas. Sentaram-se e Chico começou a explicar-lhe a resolução que tomara.
          Poderia parecer loucura, mas tivesse certeza de que era algo bem pensando. Ali era seu refúgio derradeiro, se lhe fosse possível permanecer na casa até o fim. Acreditava que poderia pagá-la até lá, desde que o fim não se demorasse demais. Se demorasse além da conta e o custo subisse muito, então veria. Mas ficassem, por hora, com a hipótese boa. E prosseguiu. Precisava fazer sozinho aquela caminhada. Uma jornada solitária. Que ninguém acompanhasse a marcha de sua decrepitude, do envelhecimento ímpio que o espremia como uma prensa. Escondido, cercado de outros idosos desconhecidos, cada um cuidando de seu próprio envelhecer, seria mais fácil e menos doloroso. Não o conheciam, não faziam ideia do que fora, se belo ou feio, não sabiam nada, enfim, e esse anonimato o deixava à vontade. Ninguém a olhá-lo com dor ou pena. Também não incomodaria os outros, só os que trabalhavam ali e recebiam para isso, e a eles pagava com sua contribuição mensal. Leandro, porém, teimava em não compreender. Não fazia sentido, nenhum sentido, até parecia destrambelhamento da cabeça querer entocar-se como se morresse, os amigos lhe fariam bem e se sentiriam felizes em vê-lo de vez em quando, na placidez daquele lugar tomado de árvores e trinados de pássaros, no qual até o ar chegava perfumado de flores e ervas, com tempo repousante para o muito que havia para conversar.
          Chico fincou o pé na decisão. Irredutível. Na verdade, os amigos sofreriam nas visitas. Além do mais, precisava caminhar só, enfiado nas sombras do recolhimento, a pensar sobre o que fizera na vida e a buscar acertar as contas pendentes em seu espírito. Com seus restos de livro para reler, seus poucos guardados e nenhuma fotografia. Não queria contemplá-las, não queria confrontar-se com as imagens mortas e sofrer as emoções que elas provocariam. Que o trabalho da natureza continuasse a desfazê-lo, a reduzi-lo, a prepará-lo para o pó inevitável, mas longe do olhar dos que ele queria bem. Podia ser estranho, difícil de compreender, mas faria como os elefantes velhos, que, segundo a lenda, ao pressentirem o fim, se afastavam da manada para morrerem longe do compadecimento geral. Finalizou dizendo que a morte, que devia estar próxima, não o incomodava. Ao contrário, desafiava a imaginação. Não via a hora de descobrir o que se escondia do outro lado.
          Abraçaram-se, e Leandro o viu afastar-se devagar pelas pedras do passeio, como se a diluir-se nas sombras do entardecer.


Abril de 2016.   

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Meditar

Se o entusiasta está em crescer na espiritualidade 
O  cabotino pela ignorância sempre se realça
Ambos buscam o mesmo caminho da identidade
Só que diante da sabedoria que em nós é escassa 
Há de se compreender e vivificar à luz da realidade!..

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Partir

Partir
Cardoso Filho
Com expressão de desânimo e aturdimento, disse que irá embora. Mencionou um destino remoto, na aparência sem muita razão de ser, soando algo exótico, com jeito de sonho como outros que alimentou. Mas mostrou disposição. Na razão de tudo, o desejo de deixar para trás o feito e o não feito, como quem apaga a lousa para iniciar nova escrita. Terá razão? Quem saberá dizer? Suponho que contribua para seu decidir o momento que vive o Brasil, de horror econômico, caos político e desilusão encravada na alma. Terra que aparenta condenada a viver, por muito tempo ainda, entre a demagogia política e a corrupção sem freio, refém do messianismo de líderes populistas maléficos, burrice burocrática e ineficiência das leis e da Justiça. Razões que pesam bastante para a vontade de deixar o país e encontrar canto mais civilizado.
          Olhando por seus olhos, é compreensível a pretensão. O tempo lhe vai na altura em que rompe num galope, a idade avança, oportunidades foram deixadas para trás e o mercado de trabalho se encolhe cada vez mais. As empresas querem sangue novo. Homem mais velho só com especialidade e experiência que o distingam. Existiria a opção de tocar negócio próprio, mas poucos possuem qualificação e recursos para enfrentar o risco. Muitos tentam e quebram. Sobraria começar por baixo, modestamente, mas... ah, a vitrine social! Como expor a singeleza de emprego e salário aos parentes e amigos, como suportar comparações com os mais bem-sucedidos? Vem a ânsia por atalhos, de comum perigosos e traiçoeiros. Mas é preciso correr. Arriscar. Tentar em outro mundo o que não conseguiu aqui, levando na mala a disposição de trabalhar em qualquer serviço na nova terra, conforme a precisão, sem o constrangimento de aceitar empregos simples e menores.
          Suponho que a decisão esteja consolidada. Partir, cerrar a porta do passado, deixar laços e afetos, suportar a nostalgia e começar nova vida onde os sonhos possam renascer-lhe. Quem sabe bem longe, na caminhada solitária, esteja sua verdade e a realização de seus desejos.
          Se de fato partir, que siga com Deus e leve no peito a fibra dos que desembarcam na nova terra e queimam as naus.

Abril de 2016.

           

GRATIDÃO OS HEROIS DA PANDEMIA